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Vícios

Hoje fui almoçar mais uma vez no “sujinho” aqui da frente. Críticas à parte, faço isso porque é o local mais perto onde posso comer arroz e feijão, colocando por terra a teoria da minha mãe de que sou magra demais porque não me alimento bem. É genética, meu pai que o diga. E também porque não vou pagar R$ 20,00 para comer algo que é bom e alimenta em qualquer lugar, com a variante apenas na quantidade de alho aplicado na preparação da iguaria.

Cheguei no último lugar disponível para sentar e o que vejo em minha frente? Duas mesas foram retiradas para a colocação de máquinas de jogos (proibidas, diga-se de passagem)! Dois homens conversavam animadamente com uma mulher que tomando cerveja contava que por causa do jogo, perdeu um salão de beleza que tinha e agora, ao invés de empresária, era somente manicure. Eles não se conheciam, o vício no jogo apresentou-os.

É a segunda vez que vejo uma mulher viciada em jogo em pouco tempo, e fico a me perguntar o que leva uma pessoa a viciar-se em algo que lapida o patrimônio, destrói a imagem e interfere diretamente nas relações familiares e sociais. Nada bom.

Mas o que leva ao vício? O hábito, meus caros.

O problema é que somos todos abarrotados de hábitos – bons ou não – dos quais não conseguimos nos livrar. Alguns afetam diretamente a saúde e prejudicam os demais setores de uma vida normal. Outros, como o vício em internet, ainda são considerados como manias inofensivas.

Pensando nestas coisas, coloquei meu preconceito no bolso e fiquei com pena de todos nós que não conseguimos nos libertar de certas amarras, que chamamos de manias ou declaramos vícios, dos quais gostamos e não nos esforçamos para acabar.

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