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O negócio é não ter medo

Eu havia escrito um texto lindo aqui antes. Mas apagou-se por um comando tolo. Seria um aviso? Deixa disso, lembra que agora não tens mais medo. O que há de ser dito não mudou, mudou apenas a forma de dizer. Talvez agora saia melhor.

Nota mental acumulada no final de semana: o Twitter no sábado à noite é deprimente. Recheado de pessoas solitárias, um vasto terreno virtual onde até os mais criativos ficam sem graça e parecem estar perdidos. Sinto um certo pesar ao lembrar que enquanto nada acontecia de belo na vida de tantos, nós nos deleitávamos com uma programação caseira, composta por um cardápio saboroso (até postei no Twitter, tentando despertar aroma e apetite em quem lesse), cervejas novas para provar, e principalmente, a companhia dele.

Mas, em que determinado momento de minha vida decidi que era a hora de ser feliz e escolhi que deveria estar com ele? Provavelmente naquele nano-segundo em que o vi pela primeira vez e resolvi não ter medo de amar. Revivo até hoje tudo o que senti quando nossos olhos se encontraram e decidi mergulhar naquele azul, apesar de ter esquecido como é que se nada. E se estamos juntos até hoje, cada vez mais felizes, é porque não tive medo do que sentia e sinto até hoje.

Você, que por hora deve estar sozinho, ou até acompanhado, mas sentindo-se abandonado, deve estar achando isso brega ou clichê. Mas finge que é o bom senso que não te deixa amar e se entregar, quando na verdade tem medo.
Se conselhos fossem ouvidos e levados em consideração, não diria para usar filtro solar. Diria apenas que ame, ame muito, e não tenha medo disso. Pessoas que não amam são pessoas sozinhas, deprimentes e nada agradáveis no Twitter em um sábado à noite.

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