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Mitologia #2: Zeus (Júpiter)

Segundo post sobre mitologia no meu Instagram foi sobre Zeus (ou Júpiter) e aqui ele ganha mais corpo que no post original.

Zeus (Júpiter) em estátua de Bernini, na Fonte dos 4 Rios, Piazza Navona – Roma.

Analisando aqui comigo, eu fui bem econômica ao falar sobre Zeus (Júpiter para os romanos) nos meus posts sobre mitologia lá no Instagram. Ainda mais quando o assunto é o mais poderoso de todos os seres mitológicos, aquele que aparece em muitas outras histórias e cujas ações interferiam na vida dos deuses e dos homens.

Por isso, para honrar este senhor tão poderoso, não serei tão breve quanto naquela rede social. E considerando que foi o primeiro perfil de um deus da mitologia que postei lá, vocês me desculpam?! Penso que sim, segue o post com melhorias. O post intro dessa serie pode ser conferido aqui.

Mitologia #2 – Zeus (Júpiter)

Deus Olímpico do céu e do trovão, o rei dos Deuses é a principal figura da mitologia grega, e também um dos mais antigos. Geralmente é retratado com um cetro em uma mão e um raio na outra. Na mitologia romana ele seu nome é Júpiter.

Conquistou a supremacia do Olimpo após a Titanomaquia, com a ajuda dos Ciclopes, derrotando seu próprio pai, Cronos e também os outros Titãs. O filho caçula de Cronus e Réia era casado com uma de suas irmãs, Hera (Juno para os romanos). Aparece em boa parte das histórias de heróis e mitos envolvendo outros deuses, e é conhecido pelos diversos casos de infidelidade à sua irmã e esposa. Atenas, Apolo, Ártemis, Hermes, Dionísio, Hércules, Helena de Tróia e as Musas são todos filhos de seus numerosos casos extraconjugais. Hefesto, Hebe e Ares são seus filhos legítimos.

Acredita-se que o nome de Zeus tenha se originado da palavra grega antiga para “brilhante” e tem uma história muito antiga. Além do cetro e do raio, seus símbolos de autoridade, é retratado com uma coroa de folhas de carvalho, que era considerado sua árvore sagrada. Homero o descreve repetidamente como “portador da égide”: o Aegis era um enorme escudo que ele frequentemente carregava consigo, emprestando-o a sua filha Atena de tempos em tempos. Além disso, ele possui um animal de estimação: uma águia dourada gigante chamada Aetos Dios.

Considerado o governante dos céus e governador do clima, Zeus também era associado à sabedoria e à consciência, à autoridade, às batalhas e ao poder. Homero diz que antes da luta entre Aquiles e Heitor, o deus pesou a sorte e abençoou o resultado. O poeta grego ainda afirma que ele possui duas urnas cheias de males e bênçãos – os presentes que ele dá a cada mortal na quantidade que ele decidir.

Paradoxalmente, Zeus é o filho mais novo e mais velho de Cronus e Réia. Logo após a criação do mundo, seu pai que era o governante dos Deuses e um dos Titãs soube de uma profecia que dizia que seria destronado por um de seus filhos. Ele então engoliu as três irmãs e dois irmãos de Zeus no nascimento: Deméter, Hera, Héstia, Hades, e Poseidon. O próprio Zeus teria sido comido se Réia não tivesse colocado em seu lugar uma pedra envolta em panos para enganar Cronus, e escondido seu filho mais novo em uma caverna no Monte Ida na ilha de Creta, na Grécia.

Abaixo, imagens das ruínas do Templo de Zeus em Atenas

Lá, Zeus foi criado por ninfas e conheceu sua primeira esposa, Metis – ou Sabedoria. Seguindo o conselho dela, ele se disfarçou de copeiro olímpico e enganou seu pai para que bebesse vinho envenenado. O vinho fez Cronus vomitar tanto que ele acabou vomitando os filhos que havia comido, todos eles intactos e prontos para a vingança. Este seu segundo nascimento tornou o filho mais novo entre eles, Zeus, que passou a ser o filho mais velho.

Assim, ninguém teve problemas em reconhecer sua autoridade. Com a ajuda dos seus irmãos, dos Ciclopes e dos Hecatonquiros, Zeus e seus irmãos venceu Cronus e os Titãs, ao fim de uma guerra de uma década chamada Titanomaquia.

Zeus e seus irmãos compartilharam então o mundo entre eles. Poseidon ficou com o mar, Hades com o submundo e ele com o céu. Finalmente, foi coroado como o governante de todos os Deuses e Homens, e passou a ser conhecido universalmente como Pai.

No entanto, Zeus não teve um bom começo como governante. Sua avó Gaia estava com raiva dele por aprisionar os Titãs, por isso convocou seus filhos, os Gigantes, para vingá-la. Outra guerra se seguiu – a Gigantomaquia – mas os olímpicos venceram mais uma vez. Isso enfureceu Gaia ainda mais, então ela deu à luz Typhoeus, um monstro em forma de uma serpente gigante que soprava fogo, tão poderoso que até Zeus precisou de ajuda (de Hermes e Pan) para derrotá-lo após uma batalha imensa.

Como um jovem governante, Zeus era muito orgulhoso e petulante. Então, Hera, Poseidon e Apolo – e, talvez, todos os outros menos Héstia – decidiram lhe dar uma lição. Enquanto ele dormia, roubaram seu raio e o amarraram com cordas de cem nós. Ele ficou impotente, mas a Nereida Thetis agiu rapidamente e chamou Briareus, o Hecatonquiro, que usou seus cem braços para desamarrá-lo em um segundo. Zeus puniu brutalmente os três líderes da rebelião (especialmente Hera, sua principal esposa), e eles juraram nunca mais o desafiar.

Prometeu

Mas Prometeu resolveu o desafiar primeiro roubando o fogo divino e dando-o aos mortais, e então mantendo longe de Zeus a identidade de uma mulher mortal cujo futuro filho estava destinado para se tornar maior do que seu pai. O deus então acorrentou Prometeu a uma rocha e o atormentou por anos, mas Prometeu teimosamente se recusou a revelar o segredo a ele.

No final, por razões que não sabemos (porque grande parte da peça em que essa história é contada está perdida), o Titã disse a Zeus que a mulher em questão era Tétis, então o deus parou de persegui-la e deu-lhe para Peleus. O filho nascido desse casamento tornou-se um célebre herói grego – na verdade, possivelmente o maior de todos: Aquiles.

Zeus e Hera, em escultura em frente ao Parlamento Austríaco.

De acordo com Hesíodo, Zeus teve o mesmo problema com sua primeira esposa, Metis. Avisado de que seu filho pode ser uma ameaça para ele, o deus decidiu engolir sua esposa grávida. No entanto, a criança, totalmente crescida finalmente nasceu – mas da testa de Zeus. Era ninguém menos que Atena, a deusa da sabedoria.

Posteriormente, Zeus casou-se com Themis. Sua terceira esposa foi Eurínome. Com sua quinta esposa, Mnemosyne, Zeus gerou as Musas. Depois de se tornar a sexta esposa de Zeus, Leto se tornou a mãe de Apolo e Ártemis.

A sétima e última esposa de Zeus foi sua irmã, Hera. Conhecendo sua simpatia pelos animais, ele a cortejou como virgem, transformando-se em um pequeno cuco angustiado, que Hera pegou nos braços para aquecê-lo. Naquele momento, Zeus voltou a ser ele mesmo e dormiu com ela. Envergonhada, Hera concordou em se casar com ele.

No entanto, o casamento deles seria agridoce, porque Zeus, para dizer o mínimo, era um deus promíscuo. Usando a forma de muitos animais diferentes, ele teve vários casos de amor com muitas ninfas e mortais, o que deixou Hera com muito ciúmes em diversas ocasiões. Consequentemente, muitos deuses e heróis são filhos de Zeus, tanto que é impossível listar todos eles.

Zeus é chamado Júpiter na mitologia romana. Além disso, seus poderes, simbolismo e algumas das histórias tecidas ao seu redor são semelhantes aos de algumas outras divindades, como os deuses nórdicos Thor e Odin, a divindade hinduísta Indra e o deus eslavo do trovão Perun.

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