Cronista da vida, das coisas e do mundo. Cultura, moda e arte.

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Marteladas

Martela. Desde sexta-feira, que eu lembre. E não há nada que possa fazer neste momento, a não ser suplicar para a mente que ela vá embora.  

Martela. E suspeito que seja a saudade…tua falta já percorre todo meu ser, invadiu os sentidos e tenta apossar-se da mente, que está tomada de ti.  

Martela. Mas era para ser uma falta gostosa, dessas que faz a gente pular no pescoço do namorado alegremente, depois de alguns dias sem ver. 

Martela. E a música pesada não ajuda muito, talvez diga que essa dor é obsessão, que grudou na cabeça e que não vai embora tão cedo.  

Martela. E a perna balança, os pés batem ao chão no compasso do nervosismo, porque as coisas demoram tanto para acontecer?  

Martela. E nem mesmo é por uma paixão mal resolvida, uma dor de cotovelo, uma noite mal dormida, um problema sem solução…  

Martela. Porque quando se descobre o amor é difícil estar longe…praticamente impossível, uma tortura.  

Martela. E sequer pretendo descobrir se é doença, pois nada importa além da vontade de me teletransportar.  

Martela. Deve ser a claridade insana desta sala. Fecho as cortinas, na inútil tentativa de esconder a dor.  

Martela. Deve ser por ter um coração pulsando fortemente por amor. 

Nina, 27/03/2006

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