Cronista da vida, das coisas e do mundo. Cultura, moda e arte.

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Mais velha

Está lá, na minha identidade que não me deixa mentir: nasci em 22 de outubro de 1979. Faz um tempão. 27 anos completados neste último domingo, segundo a minha mãe, às 17h15 da tarde. Um parto rápido e sem dor. Será que é por isso que às vezes dói tanto crescer? Sei não.

O que não sei também é se com esta idade quase balzaquiana pesando no lombo eu ainda tenho cara de menina. Pelo menos foi o que pedi para o Papai Noel aos 17 anos. Pedi também para ser escritora quando fosse gente grande. Acho que ele atendeu meu pedido parcialmente, nos dois casos. Aparento ter 25 ao invés de 27, e ainda sou um bebê na escrita. Falta eficiência, é o que eu digo, deve ser por isso que as pessoas não estão acreditando mais no bom velhinho.

O que sei é que acordei feliz no domingo, porque a primeira coisa que eu pude ver ao abrir os olhos foi o sorriso do meu amado. Mas isso não acontece só no meu aniversário…claro que acontece menos do que eu queria (eu queria que isso acontecesse todos os dias!!!), mas enfim, o dia do aniversário da gente é um dia normal. Como qualquer outro, não entendo porque, em alguns anos, eu acordo com a sensação de que eu deveria me sentir mais velha e não me sinto.

Mas, se me sinto uma moleca ainda é porque o tempo tem sido generoso comigo…e também porque não quero perder a graça de ser criança jamais. Generosas também foram as estrelas cadentes que pudemos ver nas primeiras horas do dia 22/10, mostrando que a felicidade por estar do lado de quem amamos não envelhece jamais. Acho que para comemorar o nosso aniversário e nos sentirmos bem com uma idade maior, a gente precisa estar feliz.

 

Nina, 23/10/2006

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