Cronista da vida, das coisas e do mundo. Cultura, moda e arte.

Livros

Inevitáveis coincidências

Alguém tem o livro “O Apanhador no Campo de Centeio” por aí? Preciso ler este livro. E preciso de tempo para ler este livro e tantas outras coisas que estão em uma pilha no ladinho da minha cama. Quanto mais eu leio, mais ela cresce, é incrível, acho que este cálculo não está certo. Bom, é por isso que sou das Letras e não me meti a fazer Matemática, Física, Engenharia…e olha que eu bem que sonhei em ser Engenheira. Mas isso foi bem antes dos livros me conquistarem para toda a eternidade.

Mas eu preciso ler este livro. J.D. Salinger anda me dizendo isso através de enigmas, ou inevitáveis coincidências. A primeira foi quando não conseguimos conectar a TV antigona ao vídeo e ao DVD e resolvemos assistir um daqueles filmes que ninguém nunca te recomendou a assistir – que você nem sabia que existia! – que passam na Globo no sábado a noite. A história não tinha muito fundamento, e olha que era com a Jennifer Aniston, e um dos atores era aficionado pelo “O Apanhador no Campo de Centeio”, e dizia ser o próprio Holden Caufield. Fiquei intrigada e pensei: “Quero ler este livro”. Na verdade, sempre quis, mas ele ainda não caiu em minhas mãos.

Ontem, enquanto eu verificava atividades em um livro didático, encontrei dois trechos deste tão conhecido livro e descobri um pouco mais sobre ele. Nova curiosidade, mas um acesso de bom senso deixou este pensamento de lado, lembrando das coisas que eu preciso ler urgentemente. Você tem estágio este semestre menina! Te concentra em outras leituras. “Mas o diabo atenta por todos os lados e esta manhã veio-me do nada a terceira – e espero que última – das coincidências que me inclinam a este livro: no jornal de sábado, a coluna da página 3, de autoria da Cláudia Laitano, também fala de “O Apanhador no Campo de Centeio”.

Não, não, não. Eu vou fugir de J.D. Salinger até o próximo ano. Por favor, deixe-me esquecer do Holden Caufield e sua perda da inocência por mais um tempo. Já foi demais descobrir em aula toda a maldade subentendida que existe na versão do “Chapeuzinho Vermelho” contada por Charles Perroult. Mas isso já é assunto para outro post.

Janina, 20/03/2007

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.