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Cura pelos Clássicos de Ficção: Sidarta de Hermann Hesse

Crônica sobre o livro Sidarta de Hermann Hesse, e meu testemunho de que se um livro de ficção não cura de forma definitiva, pode ao menos servir para acalmar os sintomas da alma.

Sexto post crônica de livro da serie Cura pelos Clássicos de Ficção.

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Sidarta (Siddharta) do escritor alemão Hermann Hesse foi publicado em 1922 e influenciou diversas gerações desde então. O livro, que conta a história ficcional de Siddharta Gautama (ou Buda), foi escrito e inspirado pela visita ao autor a Índia, em 1911.

Na versão de Hesse para a vida do príncipe indiano/nepalês busca a plenitude espiritual. Embora o escritor tenha tomado muitas liberdades criativas ao recontar a história de Sidarta, muitos eventos da história são baseados em eventos reais da vida do Buda histórico.

No ano de 1946, Hermann Hesse recebeu o Prêmio Goethe e o Nobel de Literatura. Embora tenha sido relativamente reconhecido em seu tempo, foi depois de sua morte que o autor passou a ser adorado. Suas histórias sempre atraíram os mais jovens, porque elas mantêm a fé nas emoções fortes da juventude, que a maioria dos adultos esquece ou supera. Segue aqui um texto interessantíssimo sobre o autor e origens de sua obra.

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Sidarta de Hermann Hesse e a busca da minha própria cura

Houve um tempo em minha vida em que as coisas não eram nada fáceis. Não que hoje viva no paraíso, mas pelo menos em alguns aspectos me considero feliz e realizada. Mas naquele tempo eu não tinha muita coisa necessária para tal, e passei por alguns momentos de intenso desespero.

Um não saber o que fazer, o que pensar, para que lado ir, em quem confiar. Nem ao menos entendia muito do que estava acontecendo com a minha vida, o real motivo dela ser como era. Foi assim que adquiri o costume de abrir um livro em uma página aleatória, em busca de uma resposta para um qualquer sofrimento da alma.

E esse livro geralmente era Sidarta de Hermann Hesse. Vai daí a importância profunda que essa obra terá para sempre na minha vida, sendo que foi a que menos pretensiosamente chegou ao meu conhecimento. Ninguém nunca me indicou a leitura de qualquer livro do escritor alemão, de quem sou profunda admiradora.

Ele foi um dos muitos que li quando estagiei em uma biblioteca, um dos mais marcantes entre as leituras de biografias, lendas e outros de fantasia. Não foi o primeiro livro de Hermann Hesse que li, mas é o que tem mais significado pessoal. Algo muito natural para quem sempre encontrou conforto nas histórias alheias.

Este é também o livro que mais dá sentido para esta serie Cura pelos Clássicos de Ficção. Por mais de uma vez encontrei remédio para as aflições passageiras neste livro de ficção, e creio que as belas palavras dele podem servir de alento para muitos outros mais.

“Também isso aprendi do rio: tudo volta.”

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