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Música

Sobre gostar de músicas antigas

Escrevo enquanto escuto Manhattan Skyline do A-ha.

O A-ha é uma banda norueguesa que ficou famosa nos anos 80 por ter feito muito sucesso com seu álbum de estréia, o Hunting High and Low. Eu devia ter uns 10 ou 11 anos quando escutei as músicas deles pela primeira vez. Minha irmã mais velha só podia ir às festinhas se me levasse junto e felizmente por isso, sempre tive boas influências musicais. 

A retomada de ouvir músicas dessa época veio com o meu vício em ouvir via streaming o programa 80 Por Hora, apresentado pelo Fábio Codevilla na Itapema FM de Porto Alegre. E vai por mim, os anos 80 tem muita música boa! Se quiser conhecer um pouco mais das musicas do A-ha, tente ouvir Early Morning, Stay On These Roads, Crying in the Rain, Cry Woolf, I’ve Been Losing You  e The Living Daylights (tema do filme 007 – Marcado para a Morte, de 1987).

Em geral gosto de músicas que me deixem com um certo frio na barriga, um nozinho na garganta. Tenho amigos que como eu, quase choram quando escutam Mensage in a Bottle, do Police.

Infelizmente, poucas músicas novas, que foram lançadas de 2005 para cá, despertam em mim esse tipo de sentimento. Não que seja apegada apenas à velharias – coloquei em meu repertório várias do Maroon 5, do Franz Ferdinand, do Decemberist, do Black Sabbath (sim, eles tem discos novos!), QOTSA, Seu Jorge…Pode ser só impressão minha, mas raramente se fazem músicas boas como se fazia antigamente.

E por antigamente, falo de umas 4 décadas que arrastaram multidões. Falo de músicas como as do primeiro disco dos Engenheiros do Hawaii, o Longe Demais das Capitais e suas excelentes Toda Forma de Poder, Segurança, Sopa de Letrinhas e Eu Ligo Para Você. Todas com letras fortes, referências literárias que, “pqp, como é que com 20 e poucos anos ele já tinha lido tudo isso?!”. Eu Ligo Pra Você é por sinal outra música que me deixa com nó na garganta. Ouçam com atenção:

Há quem afirme que quem gosta de músicas antigas é porque vive preso ao passado. Mas para que psicologizar a coisa, né? Músicas são atemporais e além de ouvir, sentimos. Apenas. Não precisa de análise não. Ouvir acordes bem trabalhados e antigos, não tem como não mexer com o espírito da pessoa.

E para não dizer que fico só no rock, vai uma dica do melhor blues de todos os tempos. Com a letra mais triste que alguém já pôde imaginar. E para alguém que tem uma imaginação fértil como eu, um prato cheio de sentimentos. Strange Fruit cantado pela Nina Simone.

2 thoughts on “Sobre gostar de músicas antigas
  • Rosana disse:

    Como amei sua colocação, sou exatamente assim: Pior nasci em 93 hahaa
    Amo a-ha, bon jovi, ABBA, Queen, Johnny Rivers, Simple Minds, The THe, The Smiths

  • […] Lembro com que satisfação descobríamos as músicas da Legião Urbana, e o quanto éramos felizes decorando os versos. Também escolhia suas músicas para lembrar de momentos da minha vida, afinal, nossa vida tem trilha sonora sim. E não é segredo por aqui que curto uma velharia, como já confessei no post Sobre gostar de músicas antigas. […]

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