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Por Batman

Por meses sem conta tenho me embrenhado na selva da teoria literária, onde numa primeira instância encontram-se carvalhos centenários que representam os teóricos, fazendo sombra ao meu segundo plano, os arbustos que deles derivam e neles se enroscam, os personagens de ficção.

Paralelo a teoria estão os meus heróis. Apesar de serem sombra – Anatol Rosenfeld, Antônio Cândido, Greimas, Braith, Aristóteles, Forster, Aguiar e Silva, entre tantos mais – quem me faz companhia desde sempre são Super-Homem, Homem Aranha e Batman.

Sentado em uma cadeira próximo a janela, o Homem Aranha está inquieto. Parece querer que o compare logo a alguém, para que ele possa terminar sua missão e voltar aos braços de Mary Jane. O mais bem humorado de todos os super-heróis me remete a Ulisses, que apesar do destino trágico, jamais deixou que isso o abalasse.

Super-homem não fala nada, pouco interessa ao mais frio dos super-heróis quem é o inimigo, mas sim vencer e salvar quem defende. Um semideus, com muitos poderes, como Aquiles.

Mas o que me intriga é Batman. Ele está em pé, a olhar para baixo, e quando fala demonstra uma sabedoria ancestral. “Incomparável”, alguém sussurra, e respondo que neste momento, para mim, não. Está para mim assim como está Deus. Fonte de sabedoria inesgotável, não me dá nada e nem me salva sem que eu passe trabalho. E triste, como se soubesse que não há salvação para a humanidade, mas mesmo assim continua a ajudá-la. Do seu jeito, é óbvio, sem dar muitas dicas.

Vamos lá Batman, continua do meu lado que não vou decepcioná-lo.

Janina Stasiak, 09/10/2007 – às 18h29

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