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Para ver – Indicação de seriados – parte 1

Sem me dar conta, creio que pelo estilo curto e rápido de narrativa, me tornei uma seriemaníaca. Começou com sequência alucinada para ver todos os episódios já exibidos de House. Depois pulamos para Dexter, seguido de The Big Bang Theory e seguimos por muitas outras.

Quando questionada recentemente sobre séries boas para se assistir, decidi escrever sobre as que, na minha modesta opinião, são interessantes. Não vou falar do The Defenders e Good Christian Belles, canceladas sem dó nem piedade, apesar de serem sensacionais. Seria como chorar pelo leite derramado.

Abaixo seguem nossas recomendações, primeiramente pelas que estão no ar, seguidas das já finalizadas.

NO AR

Revenge

Atualmente na 2ª temporada

Quem disser que Revenge é uma série que trata simplesmente da vingança de Amanda Clarke pela morte do pai certamente não viu nenhum episódio, mas somente leu uma resenha tosca sobre este novo sucesso da ABC.

Confesso que a primeira propaganda liberada, anunciando os primeiros episódios não chamou tanto a atenção. Achava, sinceramente, que seria meio novelão, tipo Brothers & Sisters. Mas foi ver um episódio despretensiosamente e fomos capturados pela sede de vingança da personagem principal, que descobriu posteriormente que havia muito mais a ser feito, muito mais a ser sentido e superado.

Revenge tem uma narrativa tão surpreendente que dificilmente vemos acontecer o óbvio. Temos uma grande surpresa por episódio. Se é para pensar em uma história de vingança, poder e traição, pense na melhor que já ouviu e puder lembrar e aí sim terás Revenge. E por favor, não compare a história de Amanda com a de Nina, da popular novela Avenida Brasil. Amanda não só veio primeiro, como é extremamente fria, determinada e inteligente. Por sinal, ela jamais andaria por aí sem um pen drive.

Dexter

Atualmente na 7ª temporada

Antes de mais nada, quero dizer que nem só de sangue vive Dexter, apesar deste ser, obviamente o tema recorrente. Isso porque o serial killer em questão é, em primeira instância, o nerd que faz análise do sangue como provas criminais para o laboratório da polícia. Eu diria que é muito mais um seriado sobre um assassino com conflitos, como qualquer pessoa normal.

A primeira temporada da série que é produzida por Michel C. Hall – também interprete do protagonista, foi baseada em livro. Mas as seguintes, são obra independente. Ok, mas o que há de legal em Dexter? A surpresa! Sim! Muitos acreditam que na segunda temporada, muita coisa tenha se perdido, mas não creio ser possível ter controle completo sobre uma série que retrata a vida, os sentimentos e crises existenciais (porque não?!) de um assassino em série, treinado pelo próprio pai adotivo para sobreviver.

Na primeira temporada ele tenta ser uma pessoa normal. Na segunda ele descobre alguém que tem sede de morte, assim como ele, mas de forma diferente. Na terceira ele passa a ter uma vida normal, mas até quando? O que mais me chama a atenção no seriado é sua relação muitas vezes conflituosa que ele tem com suas vítimas, o quanto se envolve com elas e a situação, e o quanto erra ao tentar seguir seu código, se só eliminar pessoas más.

 

Castle

Atualmente na 5ª temporada

Outra excelente produção da ABC, esta série excelente apresenta uma mistura de mistério, suspense, drama e comédia. Extremamente contagiante a relação e atuação de Stana Katic e Nathan Fillion, bem como de todos os demais personagens.

A sinopse já apresenta um bom motivo para despertar a curiosidade de quem gosta de séries investigativas. O que se pode esperar de um escritor de livros policiais, passa a acompanhar o trabalho da polícia? Nada mais adorável nesse mundo é o amor que ele passa a ter pela parceira, que resiste até o último instante aos encantos do escritor.

Mas confesso que, estando carente de comédias bem elaboradas, depois do cancelamento de The Defenders, o que me chamou a atenção para ver este seriado foi uma cena exibida pelo canal no Brasil. Imaginem o close nos policiais sérios da NYPD, com seus coletes de proteção indicativos de função, sérios entrando em ação, seguidos por uma séria criatura com um colete escrito apenas “Writer”. Impagável eu diria, vale tanto para rir quanto para chorar.

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