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Inspiração para um papel em branco

Quieto e mudo
Ele olha interrogativo.
Joga sua brancura em minha face
Pedindo palavras, sua existência.

Exibe uma postura entrelinhada
Como a enaltecer possível nobreza.
Jacarandá? Não titubeio.
Esnobo, como vítima da inércia.
Um nada, um tanto faz
Que não faz falta.

Sorri cínico: vencera.
E aqui estou a escrever
Tentativa ínfima de existir
De ser letra, papel e caneta.

Passo longe da coerência,
Fecho os olhos para tuas linhas,
Rabisco menções de sentimentos,
Tão pequenos e tão vis.

O que me falta é a carne e o osso.
Olhar tranqüilo, que me faça sorrir
Para enfim, dar vida e amor a este papel.

Janina, 05/04/2006

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