domingo, 08 de agosto de 2010 Achei completamente idiota e desnecessário comentários surgidos após o primeiro debate de presidenciáveis ocorrido na Band em 05/08/2010 (como os deste texto aqui ), uma vez que a proposta de um debate é a apresentação de idéias em confronto com os demais concorrentes. Em um debate não existem vencedores, a atribuição de valor ao mesmo é digna de amadorismo e tentativa infantil de abocanhar votos. Mas o que certamente me incomoda mais em relação ao pleito eleitoral que se aproxima é o fato de que a grande maioria da população brasileira - diga-se, eleitores - não está nem um pouco preocupada em exercer plenamente a democrática tarefa de escolher bem seus representantes. Não estou aqui para dizer em quem votar, mas sim para que atentem ao fato de que votar branco ou nulo é omo assinar seu atestado de burrice ou ignorância. Ato simples mas de mérito é buscar conhecer os candidatos e para isso serve o debate. Escolher bem em quem votar é bem mais fácil e sábio do que ficar reclamando depois que é culpa do governo, ou que nossos governantes não fazem nada. Se estiver disposto a conhecer um candidato a deputado estadual pelo RS que realmente está disposto a fazer aquilo que realmente importa por nós, acesse http://www.gabrielsouza.com/scripts/ e conheça o trabalho e as propostas do Gabriel Souza.
| por Nina em 08 de agosto de 2010, 18:56 | Nenhum comentário
| terça, 16 de março de 2010
Hoje tem show do Guns N' Roses e do Dream Theater em Porto Alegre e o trânsito na Av. Assis Brasil, zona norte da capital vai fazer com que muitos percam a cabeça. Não vou porque neste momento, haja fundos e disposição para tanta coisa. Em novembro já garantimos nossas entradas para o show do Franz Ferdinand que é nesta quinta-feira, um seguro para a diversão, dado o profissionalismo e talento que sempre acompanham as bandas inglesas. Mas este burburinho todo me alegra e me envaidece, de certa forma. Grandes espetáculos em Porto Alegre dão-me a impressão que a mais provinciana das capitais do Brasil (como diria meu chefe), não está tão à margem do mundo. Aos poucos, pelo menos no mapa (infelizmente ainda não no comportamento...) estamos deixando de ser tão “interior do país”. Por outro lado, penso que não ir ao show evita a frustração (dados os boatos de que a voz do vocalista já não tem o mesmo potencial e sua performance no palco já não é a mesma) e o fim de tantas lembranças boas de minha adolescência, embaladas pelas músicas de Axl e banda. So Fine me embalou depois dos 20 e tenho certeza de que continua encantando a gurizada que nem era nascida no auge da fama do Guns. Ontem, véspera do show em Porto Alegre, assistindo o Top Top da MTV sobre os “piores empregos do mundo da música”, vi mais detalhes sobre uma das facetas do músico: nem sempre, ele está a fim de fazer um show, criando problemas para seu empresário. E no show de São Paulo desta mesma turnê, o astro já desforme ameaçou encerrar o show logo no começo da apresentação por terem lhe atirado uma garrafa de àgua. Tal como aconteceu com Carlinhos Brawn no Rock In Rio. Pagou para fazer fiasco? Quanta ignorância de uma platéia que paga caro para ver um show de música. Por isso um pedido singelo à todos os gaúchos e fãs do Guns N' Roses (e de qualquer banda, artista ou músico que se apresente em Porto Alegre): mostrem que somos uma platéia educada, capaz de prestigiar grandes shows. Axl não tornou-se um músico milionário por sua simpatia e sim por suas músicas. Cá entre nós, apesar da demora e críticas, Chinese Democracy é um ótimo disco, elaborado até demais para os ouvidos toscos acostumados a reclamar antes de apreciar.
| por Nina em 16 de março de 2010, 12:25 | Nenhum comentário
| quarta, 16 de setembro de 2009 Hoje eu volto ao assunto da coluna anterior e à pesquisa Beatles x
Stones. Na semana passada fiz uma pergunta sobre a importância das duas
bandas para a história do rock ( veja aqui)
e teve gente que achou desnecessária e muito óbvia. Não acho. Talvez
tenha faltado a minha opinião, pois sou mais Rolling Stones do que
Beatles, pela simples razão da extensão da obra e a longevidade da
banda.
Adoro os Beatles e sei que é quase unânimidade, mas já me questionei
várias vezes sobre qual é a mais importante para mim. Os Stones têm
motivos muito especiais para serem minha banda favorita. Quando eu era
garoto, lembro que em 1968 entrei numa loja de discos perto da escola
onde eu estudava e vi pela primeira vez a capa interna do álbum
"Beggars Banquet" (O Banquete dos Mendigos).
Aquilo contrariava todo aquele "bom-mocismo" das capas dos Beatles,
um bando de malucos caÃdos numa estranha sala de jantar. A música
apresentada nesse banquete era mais estranha ainda para um
beatlemanÃaco acostumado com as harmonias e vocalizações certinhas de
Lennon e McCartney. A dupla Jagger e Richards enlouquecia, virava o
blues e a country music pelo avesso nesse Banquete dos Mendigos. Veio
então 1969, o ano mais conturbado e agitado na carreira do grupo. Tudo
começou com a tragédia, em julho de 1969, quando Brian Jones foi
encontrado morto por afogamento na piscina de sua mansão na Inglaterra.
Imediatamente a banda recrutou o guitarrista Mick Taylor como seu
substituto (ex-John Mayall & Bluesbreakers)
No dia 5 de julho de 1969, dias depois da morte de Brian Jones, os
Stones fizeram um show tributo e gratuito no Hyde Park, em Londres, já
com Mick Taylor na guitarra. A partir daà a música dos Rolling Stones
sofreria uma mudança drástica. O ano de 1969 foi um divisor de águas na
carreira da banda. O blues, que já era uma marca registrada no trabalho
deles, dessa vez deu uma nova cara e um novo direcionamento no som do
grupo. Mick Taylor encarnava o blues branco dos ingleses como John
Mayall e Alexis Korner, e trazia a maior contribuição da carreira dos
Stones. Em Novembro de 1969, a banda lançou o clássico "Let It Bleed",
considerado por muitos como um dos melhores álbuns da carreira dos
Rolling Stones. Em uma pesquisa recente da revista inglesa UNCUT, o álbum "Let It Bleed" aparece como o segundo melhor disco de 1969, só perde para "Abbey Road", dos Beatles (veja a pesquisa).
Em novembro de 1969, os Rolling Stones partiram para uma excursão
pelos Estados Unidos com Ike & Tina Turner, B.B. King, Terry Reid e
Chuck Berry, fazendo shows de abertura durante a turnê. Nos dias 27 e
28 de novembro de 1969, os Stones se apresentam no Madison Square
Garden, em Nova Iorque. Essa apresentação gerou um dos mais importantes
álbuns ao vivo da história do rock "Get Yer Ya-Ya´s Out!", lançado em
setembro de 1970. Na época, o crÃtico Lester Bangs, da revista
norte-americana Rolling Stone, disse: "Não tenho dúvidas de que
esse é melhor concerto de rock já editado em disco". O tÃtulo estranho
foi tirado de uma letra do bluesman Blind Boy Fuller. A capa era
divertida e trazia um burrinho carregando bateria e guitarra, com um
binóculo pendurado no pescoço ao lado do baterista Charlie Watts
pulando, empunhando guitarra e baixo e ainda usando um chapéu de Tio
Sam. Dizem que a ideia dessa capa surgiu da letra de uma música de Bob
Dylan chamada "Visions of Johanna".
Para minha felicidade de fã dos Stones, em novembro sairá uma caixa
comemorativa dos 40 anos desse memorável concerto do grupo, contendo 3
CDs, com o show na Ãntegra e ainda algumas das apresentações de Ike
& Tina Turner e B.B. King nos shows de abertura. Tem ainda um DVD
de gravações ao vivo desses shows, além de um livro de 56 páginas.
Como eu disse, 1969 foi o ano mais agitado na carreira dos Stones.
No dia 6 de dezembro daquele mesmo ano, a banda fez um show gratuito
dos no autódromo de Altamont, na California (EUA). Esse show tinha tudo
pra ser um evento tão importante quanto Woodstock, mas terminou com uma
tragédia, que marcou para sempre a carreira dos Rolling Stones. Durante
a apresentação, um jovem negro foi assassinado a facadas na plateia
pelo grupo de motociclistas da Hell´s Angels, que fazia a segurança do
evento. O tumulto foi muito grande, quase 300 mil pessoas fora do
controle. Nesse concerto também se apresentaram Santana, Jefferson
Airplane, The Flying Burrito Brothers e Crosby, Stills & Nash.
Tudo isso pode ser conferido no documentário "Gimme Shelter",
lançado em 1970, que cobre essa trágica turnê norte-americana dos
Stones. Considerado um dos melhores documentários da história do rock,
"Gimme Shelter" será relançado no final deste mês, em uma edição
especial com um livreto de 36 páginas, com fotos e dados históricos.
Não só sobre a carreira dos Rolling Stones, mas sobre a agitação do
rock'n'roll em 1969.
Mas nada disso abalou a carreira dos Rolling Stones. Em 1971, eles
vieram com o álbum "Sticky Fingers", com uma das capas mais criativas
do rock, assinada por Andy Warhol. Em 1972 outra obra-prima, o álbum
"Exile On Main Street".
A década de 70 também foi tumultuada e cercada
de discos clássicos dos Stones. Em 1976, com a saÃda de Mick Taylor,
mais uma vez a música dos Stones ganha uma nova cara com a entrada do
ex-Faces, Ron Wood. Daà para frente, os Stones começam a flertar com Motown,
soul music e misturar com blues. E a história continua até os dias de
hoje, cerca de 40 discos lançados e muitas fases diferentes nas mais
variadas incursões musicais. É por essas e outras que eu sou mais
Rolling Stones!
*Kid Vinil é músico, jornalista e radialista. Fez parte
do grupo Magazine, apresentou e produziu programas de rádio na 89FM e
Brasil 2000. Apresentou o programa "Lado B", na MTV. Foi Diretor
ArtÃstico Internacional das gravadoras Eldorado e Trama.
| por *Kid Vinil, enviado por Nina em 16 de setembro de 2009, 19:50 | Nenhum comentário
| quarta, 15 de julho de 2009 Há pelo menos três livrarias no aeroporto de Caracas, mas se estiver em busca de um escritor consagrado da literatura latino-americana para passar o tempo antes do embarque, o visitante sairá frustrado de qualquer uma delas. O colombiano Gabriel García Márquez? "Não." O mexicano Carlos Fuentes ou o argentino Julio Cortázar? "Também não." O peruano Mário Vargas Llosa? "Nem pensar, só tenho esses aqui", diz a vendedora, desconcertada, apontando para uma estante quase vazia que começa com "Culinária para Crianças" e termina numa série de análises sobre o socialismo do presidente Hugo Chávez
No centro da capital venezuelana ou em bairros de classe média a situação é a mesma. "As autoridades não estão liberando dólares para importar livros, papel ou tinta. E não adianta dizer que o problema é a crise, pois sabemos que há uma questão ideológica por trás disso: para esse governo, literatura ?desengajada? não é prioridade", diz Andrés Boersner, dono da tradicional livraria Noctua.
Também estão em falta muitos clássicos, livros universitários e técnicos. "Hoje, de 50 títulos que me pedem, não tenho 45", conta Boersner. "Fiquei deprimido ao entrar numa livraria em Barcelona e ver todas as novidades literárias que não chegam mais na Venezuela."
O curioso é que a situação chegou a esse ponto apenas três meses depois de Chávez ter anunciado seu "Plano Revolucionário da Leitura", cujo objetivo é "estimular a leitura para ampliar a consciência". Mas é claro que não é qualquer leitura. Apenas a que "desenvolva uma ética socialista" e "desmonte o imaginário capitalista para dar novo contexto à história".
As bibliotecas públicas receberam caixas e caixas de obras "revolucionárias": coletâneas de discursos de Chávez, livros escritos por ministros, Cartas de Marx para Engels, o diário de Che Guevara na Bolívia e biografias de Simón Bolívar. Estão sendo organizados em bairros pobres os "Esquadrões Revolucionários de Leitura", cujo objetivo é "refletir e contribuir para a construção do socialismo do século 21".
E apesar de as editoras privadas não conseguirem importar papel, tinta e peças para seu maquinário, editoras ligadas ao governo distribuem milhares de livros a preços que não passam de US$ 2. Mais uma vez, não são quaisquer livros. Há sim, alguns clássicos como Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, mas a maior parte é o que as autoridades definem como "livros de esquerda".
IDEAIS SOCIALISTAS
"Recuperamos obras que estavam esquecidas, pois antes só havia espaço para a literatura de direita", disse ao Estado Miguel Márquez, presidente da editora Los Perros y las Ranas, ligada ao governo. Ela foi criada em 2006, ao receber uma doação de Cuba, e já distribuiu 50 milhões de livros. "São livros que contribuem para humanizar nossa sociedade, ou seja, para acabar com a valorização do dinheiro, típica do capitalismo, e impulsionar o socialismo."
Enquanto isso, as obras "não revolucionárias" são cada vez mais raras. "Tradicionalmente, mais de 80% dos livros lidos na Venezuela são importados de países como México e Espanha, mas agora eles chegam a conta-gotas", diz Yolanda de Fernández, da Câmara Venezuelana do Livro. Ela explica que, desde 2008, o governo passou a exigir um "certificado de não produção ou produção insuficiente" para a importação de livros. Ou seja, hoje a rede que quiser comprar qualquer título precisa esperar a emissão de um documento que diga que ele não é publicado na Venezuela.
Se o processo já era complicado nos últimos meses, com a queda do petróleo pressionando as reservas de Chávez, tornou-se ainda mais lento. "Mesmo com o certificado, os dólares para importar livros simplesmente não são liberados", diz Yolanda. Como o limite para as compras externas é cada vez menor, as distribuidoras preferem, quando podem, comprar best sellers (como o brasileiro Paulo Coelho) , o que reduz ainda mais a variedade de títulos em circulação no país.
O resultado desse processo é o que a oposição vem chamando de "a revolução cultural do presidente Chávez".
"As autoridades deste governo não conseguem entender, afinal, para que serve um livro de poesia ou um Dostoievski", diz Boersner. "Eles só sabem que não devem acrescentar muito à sua revolução."
Publicado originalmente em:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090712/not_imp401495,0.php | por Ruth Costas, enviado por Nina em 15 de julho de 2009, 12:05 | Nenhum comentário
| segunda, 13 de julho de 2009 Hoje se comemora o Dia Mundial do Rock. Quando Bob Geldof teve a ideia de juntar grandes nomes da música internacional e fazer um festival para tentar acabar com a fome na Etiópia, isto inspirou a criação de um dia de referência a este estilo tão fantástico.
O festival foi o "Live Aid", que aconteceu ao mesmo tempo em dois países diferentes, Estados Unidos e Inglaterra, no dia 13 de julho, de 1985. Um evento que ficou pra História e que participaram nomes gigantescos da música da época como Status Quo, Elvis Costello, BB King, Sade, Sting, Phil Collins, Bryan Ferry, U2, Dire Straits, Queen, David Bowie, Who, Elton John, Black Sabbath (na primeira reunião com Ozzy Osbourne e Bill Ward), Run DMC, Crosby, Stills & Nash, Judas Priest, Bryan Adams, Beach Boys, Simple Minds, Pretenders, Santana. entre outros.
É uma bela causa, que mobilizou milhares de pessoas no mundo todo e arrecadou milhões de dólares para amenizar o sofrimento da fome na Etiópia. O rock tem esta característica de se unir em momentos difíceis e com a força de sua música juntar multidões em prol de uma causa. Mais exemplos desta natureza aconteceram como o "We are the world" de Michael Jackson, "Feed the world" de artistas britânicos e, mais especificamente vindo do mundo metal, o "We're Stars", organizado por Ronnie James Dio.
Esta é a parte que é maisrock para mim, o heavy rock, o metal! Eu sei que este termo é usado para muita coisa, como no Brasil em que tudo é MPB. Muita gente acha que rock é somente Elvis Presley, Bill Haley, Jerry Lee Lewis ou Chuck Berry, outros que é Rolling Stones, Beatles ou Greatful Dead. Para mim, o rock de verdade é o que foi criado pela trinca de ouro: Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple.
Entre estas três bandas se encontra de tudo que o bom rock'n'roll tem para oferecer: muito peso, agressividade, técnica, baladas maravilhosas, letras viajantes e inteligentes, e performances históricas, de músicos que eram mestres no que se propunham a fazer. O final da década de 60 até o começo da década de 80 foi o período mais fértil e espetacular da história do rock. A seguir, eu faço uma lista de músicas para serem escutadas no dia de hoje. Escutem elas o mais alto possível, cante, pule, grite, sinta-se livre!
Lista Kisser do Dia do Rock 2009:
Black Dog - Led Zeppelin Paranoid- Black Sabbath Smoke on the Water - Deep Purple Stairway to Heaven - Led Zeppelin Sabbath Bloody Sabbath - Black Sabbath Burn - Deep Purple Immigrant Song - Led Zeppelin The Mob Rules - Black Sabbath Highway Star - Deep Purple Kashmir - Led Zeppelin N.I.B. - Black Sabbath Perfect Strangers - Deep Purple
Enjoy! Happy Rock Day to you all!
Abraço Andreas Kisser
- Texto publicado originalmente em
http://br.noticias.yahoo.com/s/13072009/48/entretenimento-dia-rock-led-black-deep.html | por Por Andreas Kisser, enviado por Nina em 13 de julho de 2009, 12:12 | Nenhum comentário
| quarta, 11 de março de 2009 Se até bem pouco tempo atrás ACM (o político Antônio Carlos Magalhães) era considerado o grande pai do povo baiano, pode-se dizer que atualmente quem reina na terra da alegria é a cantora Ivete Sangalo. Pelo menos foi a impressão que tive após passar alguns dias em Salvador.
Por todas as ruas da capital baiana estão expostos outdoors publicitários tendo a rainha do axé como garota propaganda. Impossível passar pelas lindas ladeiras do Pelourinho e não ter na mente as imagens do mais recente comercial da Nova Schin que é protagonizado por Ivete no mesmo local. Por sinal esta mesma cerveja está presente em todos os cantos daquela cidade, assim como as músicas da cantora tema deste texto, que tocam repetidamente nas rádios soteropolitanas.
A comparação de Ivete com o aclamado "painho" ACM justifica-se em dois pontos: pela presença constante do nome de ambos em muitos pontos da cidade e por colaborarem com a perpetuação de dois fatores importantes da cultura baiana. Afirmo isso por ser Antônio Carlos Magalhães um dos grandes responsáveis pelo belo acervo de arte sacra que pode ser visitado no Museu Abelardo Rodrigues e por Ivete ser hoje a grande referência musical do carnaval da Bahia.
Diferentemente de nós, gaúchos (bairristas?) que vivenciamos nossas tradições de forma discreta e de acordo com as preferências de cada um, os baianos comportam-se como quem tem orgulho da própria cultura e a exibem com paixão. Mas, acima de qualquer comparação, há algo realmente notável no "ser baiano": a fé. E o sentimento é tamanho que foi capaz de abrigar no coração daquele povo, a devoção por todos os santos.
Janina Stasiak | por Nina em 11 de março de 2009, 20:23 | Nenhum comentário
| terça, 17 de fevereiro de 2009 Fecha os olhos porque agora o assunto é rock.
Mas o que é isso? Não, eu não estou ficando caduca não, estou falando de uma banda chamada "Os Cascavelletes", banda de rock do Rio Grande do Sul que fez sucesso no final dos anos 80. Há quem diga que a música deles era péssima, com letras geralmente falando de sexo, o que Charles Master (eterno líder da banda TNT da qual Flávio Basso e Nei Van Sória eram dissidentes) deve ter definido como "pornôrock".
Músicas como "Mesntruada"(que chegou a ser proibida de tocar nas rádios), "Minissaia sem calcinha", "Eu quero te estuprar" e "Eu quis comer você" - entre tantas outras que tocam diariamente por aí - não são, culturalmente falando, as mais aconselhadas de se ouvir um adolescente cantarolando por aí. Mas não podemos negar que ouvir, depois das bandas já desfeitas, o que se ouvia por aqui no final dos anos 80, soa tão divertido quanto parecia ser para eles, que estavam tocando. O deboche dos vocais é deliberado.
Afora toda a brincadeira - e aqueles que faziam um rock um pouco mais sério, e que estaremos abordando logo mais - Os Cascavelletes conseguiram uma proeza entre os músicos gaúchos: a música Nega Bombom fez parte da trilha sonora da novela Top Model, grande sucesso de 89, apesar de fazer uso de uma expressão de cunho altamente sexual, que nem preciso relatar aqui.
Confesso que sempre fui fã de "Sob um céu de blues", "Lobo da estepe", "Estou amando uma mulher" e "Jessica Rose", mas este final de semana dei umas boas risadas com o repertório de temas adolescentes da banda.
Janina Stasiak | por Nina em 17 de fevereiro de 2009, 00:33 | Nenhum comentário
| sexta, 28 de novembro de 2008 Por Regis Tadeu*, colunista do Yahoo! Brasil
É com uma enorme e indisfarçável sensação de prazer que dou início à minha participação aqui no Yahoo!. E quem me conhece sabe que meu negócio é escrever com sinceridade (algo que muitas vezes incomoda as pessoas), discutir com argumentos sólidos, sem cair na vala comum dos clichês emburrecedores e não ter receio de emitir minhas opiniões.
Sim, eu sei que isso anda meio fora de moda neste País envolto pela névoa do bundamolismo, onde tudo é "genial", onde fatos medíocres são transformados em notícias relevantes - o que interessa saber que um ex-BBB foi visto comendo um pastel de palmito na beira da praia? - e onde a tendência é pensar bem pequenininho para não desagradar a massa com baba elástica e bovina escrvendo pela boca (obrigado, Nelson Rodrigues!).
E para começar, nada melhor que abordar o desequilíbrio que existe hoje entre a relevância artística e a atenção dada pela mídia. E nada pode ser mais emblemático disso que a absurda e totalmente desproporcional paparicação em torno de uma menina que mal saiu de seus dezesseis anos. É, é ela mesma. Estou me referindo a Mallu Magalhães. São incontáveis os exemplos de babação de ovo explícita em cima de uma garota cujo grande atrativo está no fato de gostar de Johnny Cash e Neil Young quando deveria estar curtindo, sei lá, metal gótico cafona, emos chorões e discos empoeirados do Raul Seixas e Legião Urbana. Tudo aconteceu cedo demais a ela.
Tudo bem, ela tem lá seu carisma, mas suas apresentações emanam uma vibração meio amadora, de quem ainda tem muito chão pela frente antes de merecer a alcunha de "artista". Seus shows - agora, no auge do hype, sempre lotados - não trazem uma platéia ávida por ouvir boas canções, algo que a menina ainda não tem, mas sim um bando de gente que quer fazer parte de uma "tchurma mudérna", como se a visão de uma garota empunhando um violão em cima do palco fosse um passaporte para a modernidade. E de nada ajuda o fato de o cenário musical indie/pop/rock brazuca, salvo raras exceções, ser mais fraco que café de orfanato, com uma grande quantidade de cantores, cantoras e instrumentistas fraquíssimos, incensados por críticos surdos - para dizer o mínimo. Cadê o Cansei de Ser Sexxy? Cadê o Bonde do Role? Pois é, né?
Torço para que ela não seja vítima do imediatismo carniceiro, que exige que um artista estoure logo em seu primeiro trabalho. E olha que nem estou me referindo às gravadoras (instituições mais que falidas), mas ao próprio público em geral. A continuar do jeito que está, logo Mallu será convocada para dar suas opiniões a respeito do desmatamento da Amazônia, da reprise da novela Pantanal e sobre Caetano Veloso. E aí vai acontecer a "síndrome da superexposição", doença que matou a carreira de muita gente no passado, que não soube escolher a hora de certa de sair dos holofotes vorazes da mídia, como Jorge Benjor e o Ultraje a Rigor. Sem contar o risco de ter uma adolescência equivocada, já que tudo o que ela faz se torna notícia.
Teve critico aí - leia-se "Lúcio Ribeiro" - que chegou a fazer estardalhaço em cima de um tal Overcoming Folk Trio (se não me falha a já carcomida memória), um projeto que reuniria Mallu, mais o vocalista Helio Flanders, do chatíssimo - e injustamente cultuado por meia dúzia de descerebrados - grupo Vanguart, mais o baixista do Forgotten Boys, como se fosse o marco zero do surgimento de um supergrupo! E tudo não passava apenas de uma brincadeira de três moleques tocando versões toscas de Bob Dylan, Neil Young e Tom Waits! Pô, faça-me o favor!
De certa forma, Mallu e seu pai/empresário tomaram atitudes pertinentes, como chamar o produtor Mario Caldato Jr. (que fez fama a partir de seu trabalho com os Beastie Boys) para dar uma lapidada nas canções bastante cruas da menina. Ainda não ouvi todas as faixas do disco, mas algumas delas trazem sim um avanço em relação às tosqueiras que ela vinha apresentando até então. Sim, ela está crescendo. E tomara que aí esteja o segredo do alto potencial pop de seu futuro. Você pode achar que sou um cara que nada contra a corrente, mas, por enquanto, ela é apenas uma menina exótica com um gosto musical acima da média.
*Regis Tadeu é editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo, Batera, Teclado & Piano, e Studio, Diretor de redação da Editora HMP e costumava quebrar discos ruins no programa Superpop.
- Texto publicado em http://br.noticias.yahoo.com/s/27112008/48/entretenimento-chega-malu-magalhaes.html
Nada como começar o dia com uma leitura realmente boa e verdadeira...será que quando crescer vou escrever como essse cara?
Abraços!
Janina Stasiak - Porto Alegre, 28/11/2008 - 08h48 | por Régis Tadeu, enviado por Nina em 28 de novembro de 2008, 08:48 | Nenhum comentário
| quarta, 04 de junho de 2008 Se Deus criou o homem à sua "imagem e semelhança", os super-heróis que são criações do homem, são fruto da mesma matéria de que somos feitos todos nós. Tem origem na nossa imaginação mais fértil e raiz profunda nos nossos mais loucos desejos.
O ser humano sempre teve necessidade de heróis, desde as eras primordiais da história da humanidade. Na Grécia Antiga os que tinham poderes sobre-humanos eram considerados semi-deuses, seres híbridos que nasciam de forma nada convencional, de uma relação entre um mortal e um Deus. Esta é a origem de Aquiles, o exemplo de guerreiro que desde a Grécia Atiga é admirado, um modelo de representação que deveria ser imitado. Impagável durante a luta, de sentimentos que raramente se manifestam, com quem ele se parece? O Super-Homem é o mito de Aquiles revivido.
Ulisses foi sinônimo de inteligência, honra e astúcia para os gregos, se todos os reis daquele período tivessem espelhado-se nele a cultura ocidental hj seria muito diferente...bem, isso já é outra história. Mas quem, entre os super-heróis de nosso tempo, assemelha-se a ele? Batman, o Cavaleiro das Trevas percorre em sua jornada de busca, um caminho tortuoso como o de Ulisses na Odisséia, e é tão humano quanto Ulisses pode ter sido. Poderíamos estabelecer por livros e mais livros relações de semelhança entre heróis da antiguidade (e até Jesus Cristo!) e super-heróis dos quadrinhos. Mas o que mais encontramos de glorioso no mito de qualquer herói, é que eles todos parecem-se conosco, pois são projeção daquilo que gostaríamos de ser.
É para ultrapassarmos os limites do real que criamos figuras imaginárias e poderosas, porém tão heróicas quanto qualquer ser humano poderia que já existiu. Porque somos feitos da mesma máquina de sonhos, a mesma matéria que eles.
Janina Stasiak, 04/06/2008 - 11h45 | por Nina em 04 de junho de 2008, 11:48 | 2 comentários
| quinta, 08 de maio de 2008 Feriadao de Tiradentes, para onde vamos? Que tal São Paulo? Feito! Emoção do primeiro vôo, sem medo de avião porque e claro, o Rodrigo estava ao meu lado, segurando na minha mão. Ah, Belchior...
Ao chegar, não perdemos nem um segundo: banho no hotel e três quadras depois estávamos no recomendado Bar da Brahma, esquina da São João com a Ipiranga (não sou fã do Caetano, mas era impossível estar lá e não cantarolar: "Alguma coisa acontece no meu coração/ Que só quando cruza a Ipiranga com a Avenida São João...). Depois daquele chopp, entendemos porque aquela esquina e tão famosa... Nosso passeio teve a adorável companhia da Erica e do Demetrius, que foram especialmente de São José dos Campos até São Paulo para nos mostrar um pouco daquela cidade maravilhosa. Encantados conhecemos com eles o Museu do Ipiranga, o Mercado Municipal, a Pinacoteca e colocamos nossos pézinhos no asfalto e calçadas do metro quadrado mais caro do país: a Avenida Paulista. Começamos o dia na Galeria do Rock
O Museu do Ipiranga é uma construção monumentalmente linda, rodeado por um lindo parque arborizado, onde as pessoas vão para relaxar e praticar esportes. Lá está localizado o belissimo monumento à Independência do Brasil, que tem em seu subsolo o túmulo do primeiro Imperador do Brasil, Dom Pedro I e nossas duas primeiras imperatrizes (sim, ele foi casado duas vezes!): Maria Leopoldina e Maria Amelia. No Mercado Municipal mais arquitetura encantante, além de uma movimentação enorme, mas que nao nos impediu de provar coisas bem peculiares da culinaria são-paulina: sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau. Da Pinacoteca trouxemos a decisão de, na proxima vez, passarmos um dia inteiro la. Uma profusao de lindas obras, (texto em construção...o que não faz a falta de tempo, acho que não vou mais dormir!)
| por Nina em 08 de maio de 2008, 00:17 | 1 comentário
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