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Atribuem a Nietzche a frase "Sem música, a vida seria um engano". Concordo com ele. Mas quero ser petulante e parafraseá-lo - "Sem a escrita, a vida seria um erro". Uma lástima, uma tragédia muda. Eis a razão deste site: escrever.
07 de setembro de 2010, 22:02   [login | cadastre-se]
  • Frases (14)

  • Buenas, aqui está o poema.

    LA TIERRA

    LA tierra verde se ha entregado
    a todo lo amarillo, oro, cosechas,
    terrones, hojas, grano,
    pero cuando el otoño se levanta
    con su estandarte extenso
    eres tú la que veo,
    es para mi tu cabellera
    la que reparte las espigas.

    Veo los monumentos
    de antigua piedra rota,
    pero si toco
    la cicatriz de piedra
    tu cuerpo me responde,
    mis dedos reconocen
    de pronto, estremecidos,
    tu caliente dulzura.

    Entre los héroes paso
    recién condecorados
    por la tierra y la pólvora
    y detrás de ellos, muda,
    con tus pequenos pasos,
    eres o no eres?

    Ayer, cuando sacaron
    de raíz, para verlo,
    el viejo árbol enano,
    te vi salir mirándorne
    desde las torturadas
    y sedientas raíces.

    Y cuando viene el sueño
    a extenderme y llevarme
    a mi propio silencio
    hay un gran viento blanco
    que derriba mi sueño
    y caen de él las hojas,
    caen como cuchillos
    sobre mí desangrándome.

    Y cada herida tiene
    la forma de tu boca.


    PABLO NERUDA

    " De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.

    Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

    Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.

    Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

    Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,

    mi alma no se contenta con haberla perdido.

    Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,

    y éstos sean los últimos versos que yo le escribo."

    (do "Poema 20" de "Veinte poemas de amor y una canción desesperada)


    "...não há palavras para explicar o que eu sinto. Só há dor em meu peito e a dor não se explica. O medo povoa o meu espírito e meu corpo treme a cada badalada do sino. O cortejo fúnebre me causava arrepios de horror, mas eu já não tinha forças para mudar o rumo dos meus passos que seguiam o caixão. A tristeza transbordava em forma de salgadas lágrimas que a tua morte transformava em amargas. A cada punhado de terra que era jogado sobre o teu caixão, maior era a minha vontade de morrer contigo. Naquele doloroso momento percebi que a vida não é nada além do que um ritual fúnebre à espera da morte..."

    Janina Stasiak, 28/01/1997


    "...A fina veste que encobre teu seio, não sente as palpitações de teu coração, é apenas uma cisma provocante dos teus desejos e jamais verá as cicatrizes em teu peito febril e arfante de dor e de amor!

    Não, nenhuma reles fibra de tecido, e nem o mais sábio dos homens têm a capacidade de interpretar a inconstância de um coração feminino, apaixonado, quase doentio, sim, pois o que é o amor se não uma doença sem cura?"  

    Janina Stasiak - sem data, sem rumo


    Quieto e mudo
    Ele olha interrogativo.
    Joga sua brancura em minha face
    Pedindo palavras, sua existência.

    Exibe uma postura entrelinhada
    Como a enaltecer possível nobreza.
    Jacarandá? Não titubeio.
    Esnobo, como vítima da inércia.
    Um nada, um tanto faz
    Que não faz falta.

    Sorri cínico: vencera.
    E aqui estou a escrever
    Tentativa ínfima de existir
    De ser letra, papel e caneta.

    Passo longe da coerência,
    Fecho os olhos para tuas linhas,
    Rabisco menções de sentimentos,
    Tão pequenos e tão vis.

    O que me falta é a carne e o osso.
    Olhar tranqüilo, que me faça sorrir
    Para enfim, dar vida e amor a este papel.

    Janina, 05/04/2006

    "Jamais encontrei lugar

    Que sentisse como meu

    Nunca encontrei teto

    Que me fizesse sentir protegida por inteiro

    Até receber o abrigo do teu abraço"

    Nina, 09/10/2006


    Mais um poema...que eu fiz em uma das minhas voltas de Porto Alegre, escrito no bus mesmo.

    Viagem

    O céu grande janela estrelada

    Dormir é para os anjos

    E eu tentando contar estrelas

    Que dançam entre meus dedos, fugitivas

    Cujo brilho fica impregnado na minha retina.

    O silêncio é costurado pelo oco conversar das rodas

    Ora escuridão, ora ofuscam luzes da cidade

    Não há mais olhar de adeus para consolar

    Viajar é um abandono.

    Toda vez que parto,

    Meu coração é quem parte-se ao meio

    Dói deixar-te imóvel no paradouro

    Regressar, é pensamento obstinado e sorridente.

    Nina, 12/09/2006


    "É do brilho dos teus olhos

    Que minha alma se alimenta

    Mesmo que por muitas vezes

    Eu só o veja congelado, preso

    Na retina de meus olhos..."

    Para Digo

    Nina, 21/09/2006


    Martela. Desde sexta-feira, que eu lembre. E não há nada que possa fazer neste momento, a não ser suplicar para a mente que ela vá embora.  

    Martela. E suspeito que seja a saudade...tua falta já percorre todo meu ser, invadiu os sentidos e tenta apossar-se da mente, que está tomada de ti.  

    Martela. Mas era para ser uma falta gostosa, dessas que faz a gente pular no pescoço do namorado alegremente, depois de alguns dias sem ver.(não que não vá fazer isso...hehehehe).  

    Martela. E a música pesada não ajuda muito, talvez diga que essa dor é obsessão, que grudou na cabeça e que não vai embora tão cedo.  

    Martela. E a perna balança, os pés batem ao chão no compasso do nervosismo, porque as coisas demoram tanto para acontecer?  

    Martela. E nem mesmo é por uma paixão mal resolvida, uma dor de cotovelo, uma noite mal dormida, um problema sem solução...  

    Martela. Porque quando se descobre o amor é difícil estar longe...praticamente impossível, uma tortura.  

      

    Martela. E sequer pretendo descobrir se é doença, pois nada importa além da vontade de me teletransportar.  

    Martela. Deve ser a claridade insana desta sala. Fecho as cortinas, na inútil tentativa de esconder a dor.  

    Martela. Deve ser por ter um coração pulsando fortemente por amor.  

    Nina, 27/03/2006

    Sabe aquela velha história...dê-me uma palavra e eu faço um verso?  

    Eis a origem deste poema. Normalmente, não gosto dos que escrevo, pretensamente querendo poetizar a vida...mas esse me conquistou, logo ao nascer. Diria que ficou simpático...mas, tirem as suas próprias conclusões...

      Mote  

    Sinceridade
    Matéria de que foram feitos teus olhos. E neles me perdi, talvez por achar que não sou digna de tua leveza.  

    Peso
    Talvez minha consciência seja chumbo e tu sirvas para que isto se consuma de minha mente. Consegues fazer com que o passado seja imbecil.  

    Culpa
    Por não saber amar como mereces, por não dar o carinho que lhe devo. Aprendo aos poucos, contigo, o quanto o mundo é ignorante.  

    Prática
    Coloco na vida real o que no papel sei muito bem. Mas é difícil, existe medo. Medo que dissipas com um sorriso. Ou vários.  

    Beleza
    Vejo na tua presença iluminada. Que agrada a todos, sem comparação. Capaz de me provocar as músicas mais lindas do mundo.  

    Escrava
    Assim me tens, quando quiseres, pois assim mereces. Como o mais digno dos reis que já governaram a extensão de minha alma. E assim me curvo porque sei que jamais me seria torpe.  

    Abraço
    Condenação cruel não poder te tocar a todo instante. Na companhia do teu doce sorriso, inebriante. Ou com alto teor de alcoolismo. Deito, para que o sentimento invada todo o corpo.  

    Sonhos
    Estou procurando não tê-los. Realidade dói menos. Na verdade, não existe medo, e sim preocupação. Extrema, em agir com pés no chão. Mas uma vontade enorme de fazer loucuras, de sair do sério, virar a vida de cabeça para baixo. Apenas para ver tudo de um ângulo diferente.  

    Suspiro
    É minha consolação. Imagino teu rosto bem próximo de um beijo. A presença imaginária é quase real e absurda. E acaba com um sorriso de saudade meu.  

    Distância
    Impossível não sentí-la. Mas é muito mais física do que psicológica. Queria matá-la com, um passo e um abraço. E acabo sempre voltando às palavras. E estas por vezes engasgam.  

    Mudanças
    Nada é estático. Nem sentimentos, muito menos corpos. Hoje aqui, amanhã, só Deus sabe. Eis o colorido desta vida breve, mas que me encontras feliz, tranqüila e serena por ti.  

    Nina


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