Inaugurando a Categoria Imperdível, um convite especial para uma bate-papo sobre o livro de papel e o livro digital.
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Inaugurando a Categoria Imperdível, um convite especial para uma bate-papo sobre o livro de papel e o livro digital.
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Não resisti à tentação de usar a expressão Trend Alert, espero que desconsiderem o clichê, pois logo explicarei o motivo do mesmo. Mas preciso falar sobre as botas que ficaram conhecidas no Brasil como Zebu (nome da marca mais popular) e que agora “estão na moda novamente”, com o nome inglês original: Chelsea Boots. Destaco que este não é um post sobre moda unicamente, mas também uma reflexão sobre estilo de se vestir, algo bem difícil de ser definido.
Depois de um ano acompanhando blogs de moda percebo o quanto a palavra trend é usada erroneamente, para qualquer situação. Com o retorno das Chelsea Boots nos pés dos mais descolados da Europa, virou tendência de forma rápida e sem muita base teórica em alguns blogs de moda do Brasil. Fiquei horrorizada ao ler frases como “Não sou fã, mas até que dá para usar” e “Nós precisamos investir em uma!”, tenho certeza de que estas blogueiras jamais irão usar esta bota. Essa ideia de “tenho que ter” repassada por elas, deve ser filtrada sumariamente! O que deixa indignada não somente eu, mas muitas outras pessoas – veja os blogs http://blogueirashame.blogspot.com/ e http://www.fashionkillerc.blogspot.com/ - é o fato de apresentarem tendências e afirmarem que todas as mulheres devem aderir, sem que sejam considerados $$$ e estilos pessoais.
Queridas, vão por mim: as Chelsea Boots, como conheci (a primeira que tive era da extinta marca Caracu) são usadas há mais de um século, e não é porque uma blogueira falou que você vai ter que comprar/usar. Criada em 1837, pelo sapateiro da Rainha Vitória da Inglaterra, com o propósito de servir para a montaria, o modelo já foi notícia nos pés dos soldados da 1ª Guerra Mundial, dos Beatles e dos Stormtroopers (modelo branco) – integrantes das tropas do Império nos três primeiros filmes da filmes da saga Star Wars. Mas isso era questão de figurino ou praticidade, pois as mesmas tem o diferencial de serem curtas, com elástico aplicado nas laterais, além de resistente solado, em geral, feito com borracha de pneu.
O fato é que – e isso serve para qualquer tendência de moda – é que as Chelsea Boots só combinam com certos estilos, mas não ficam bem em todas as pessoas. Casam perfeitamente com quem veste os estilos mod, rocker ou country. Se você gosta do estilo lady like e tem um closet recheado de vestidos curtos, saias e peep toes, por favor, tenha bom senso ao medir ou escolher as peças, mas não use apenas por estar na moda. Agora se você vai para uma fazenda ou rodeio, não poderia escolher calçado melhor!
Mas porque Diabos eu estou falando sobre moda e tendência? Por vocês, queridos leitores/leitoras, que provavelmente chegaram a esta post, buscando uma referência séria de moda e estilo. Posso não ser especialista no assunto, mas falo como alguém que por muitos anos acreditou que não tinha um estilo definido e descobre-se realizada ao perceber que aquilo que sempre gostou de usar, nunca sai da moda. Este é o caso das Chelsea Boots, que conheço e uso desde a adolescência. Porque sempre fizeram parte do meu jeito de vestir, simples assim.
Por isso, um apelo: busquem definir a forma como gostam de se vestir, e a partir disso montem seu guarda-roupa. Avaliem como bom senso se um par de botas simples – ou qualquer outro item recomendado pelas it blogueriras – combina com seu estilo antes de sair às compras.
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Ao invés de twittar, breve reflexão de final de ano por aqui. Não sei vocês, para para mim este foi um ano que não via a hora que acabasse, cansei desse 2011, quero outro desde julho. Não pense que é muita revolta para um coração tão minúsculo, é saco cheio mesmo. E olha que esse meu é dos grandes.
A verdade é que 2011 está terminando e o sentimento que levo dele para o próximo ano que se inicia – em uma segunda-feira, vale ressaltar – que bom que passou rápido, porque, sinceramente, não foi um ano digno de brindes e fogos, para a grande maioria das pessoas que conheço. Foi um ano que não vai deixar saudades porque muitas coisas não deram certo, nem para mim, nem para você que só deve estar lendo isso porque concorda comigo, nem para o Inter ou para o Grêmio. Só terá valido a pena se no final, eu ganhar na Mega-Sena!
Por isso na hora do brinde vou esbravejar “Tchau Ano Velho, já vai tarde seu pé no saco 2011.” E que venha 2012, com toda sua fúria, mesmo que seja curto e não dure até depois de 12/12.
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#Lá vou eu com os pensamentos soltos que não cabem no Twitter …na verdade, tem muita coisa que não cabe em um tweet. Tristeza, por exemplo, nem como todo o talento do Fernando Pessoa, pois entre pseudônimos, heterônimos e pseudo-heterônimos ele não era uma, mas sim 72 pessoas, com direito a biografia completa.
#Mas mesmo assim vamos tentar:
#Enfim, concluo que todo final de ano fico triste por nada. Como se não quisesse que este ano tivesse fim, bem pelo contrário, já vai tarde. Tchau 2011, cansei de você. Ainda bem que consegui ficar sem postar sobre o Natal,
!
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Tenho uma certa predileção por biografias, não nego. O elemento plausibilidade sempre me foi essencial – afora quando se trata de realismo fantástico – a ponto de querer a todo custo encontrar fonte que confirmasse a existência de Tróia e quiçá, de Ulisses. Mas neste momento quero falar de um outro herói, bem brasileiro, bem atual e muito real. Para muitos um anti-herói, é verdade, quem sabe um Macunaíma moderno: o caríssimo João Luiz Woerdenbag Filho, vulgo Lobão.
Aguardava a leitura deste 50 Anos a Mil (veja aqui o exemplar do livro à venda na Saraiva, com preço bem em conta) escrito por ele em parceria/ajuda do jornalista Cláudio Tognoli com ansiedade, uma vez que sempre gostei do trabalho de Lobão como músico. Quando adolescente, criei várias estrofes extras para Me Chama, trabalhando com sua rima. Infelizmente os perdi; o que não sinto posto que os momentos da vida do autor que deram vida para cada daquela música, como a frase magnífica com “Nem sempre se vê mágica no absurdo” jamais seriam possíveis vindos de outra pessoa, pois eram sentimentos só dele, que penso ter dividido solidariamente conosco neste neste livro.
O tom narrativo do livro está indicado antes do prólogo, com a nota do editor informando que “O léxico e a sintaxe” do autor-personagem foram mantidos, tão peculiares nesta pessoa que acreditem, nem reconheceríamos esta história se não fosse contada exatamente da forma que ele mesmo conta. Lobão é um grande contador de histórias, isso fica bem claro ao ler o livro. Entra em detalhes, não omite nada por vergonha. Ler este livro quase como ter sua voz dissonante e límpida soando em nossa mente, o tempo todo, como todos os exageros, desvios e cortes que somente ele conseguiria adicionar. Togonoli é quem tem o trabalho se supervisionar, e colocar de volta em seu lugar o fio que por muitas vezes Lobão perde. Quem dera, como tantas coisas peculiares a contar, é impossível não perder-se.
Aconselho uma segunda leitura para ordenar tantas memórias da própria história de nosso país que o biografado invoca. Sua vida retrata fatos que fizeram parte da vida de muitos brasileiros, é possível que uma multidão veja-se em suas experiências pessoais, com problemas familiares (separação dos pais), suicídio (da mãe), família (grande), amores e dissabores. A ditadura, as crenças populares, a família, o sair de casa, os tombos e tropeços…
Admiro Lobão agora mais do que antes por saber tantas coisas sofridas pelas quais ele passou, por tantas vezes ter se reerguido sem nunca perder o bom humor, por ter errado e aprendido, e ter se arrependido e, principalmente, por ter vivido, coisa que hoje em dia, poucos sabem fazer. E por ter lindamente transformado toda a sua vida em música, que é o que ele ama e sabe fazer, local comum onde nos reconhecemos.
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Precisar e não conseguir dormir é horrível. Tem dias que parece que o sono arruma as malas e vai embora só porque você pensou – e programou o despertador do celular – para levantar cedo. Vale decidir ficar acordado? Juro que em uma sexta vou tentar, porque já chega de ficar fritando na cama até 2h30 da madrugada durante a semana.
Quando na adolescência tive crises homéricas de insônia, com a vantagem de poder faltar aula sem grandes prejuízos…Mas trabalho não se falta por falta de horas de sono, o jeito é encarar o dia com uma bocha cinza embaixo dos olhos, parecendo um zumbi, rendendo nada e extrapolando nas doses de café que já nem fazem mais efeito sobre as pálpebras que insistem em fechar.
Sem querer incentivar qualquer vício, mas sugerindo algo que no verão cai bem depois de um dia estressante e hot…uma cerveja gelada relaxa e manda você para cama brindando-o com um sono de anjo. Duas te proporcionam uma vontade de dormir incontrolável e se você ainda estiver acordado na terceira, garante a ressaca leve da manhã seguinte, nada que um chimarrão bem amargo em jejum não resolva.
Mas, se você não gosta ou não está a fim de beber, indico que ouça uma música que te lembre sono ou dormir. A minha é esta clássica para quem como eu foi criança nos anos 80, Ursinho Pimpão! Desta feita sendo cantada também pela filha dela em um programa do Gugu de janeiro de 2011.
Beijos e bom sonhos!
P.S.1: as informações constantes neste texto são baseadas em experiências reais e pessoais. Caso você esteja sofrendo constantemente com insônia, procure um médico que possa diagnosticar seu problema e indicar a melhor solução e tratamento!
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O Diabo é que sempre que chorava tinha um olho mais fechado que o outro.
Tinha a vontade estúpida de ver-se chorando, a cara de sofrimento refletida no espelho para ter pena de si mesma. Sim, porque ninguém mais tinha pena dela, isso sabia. quando muito apercebiam-se de sua presença, desconfortante.
Aquela hora já nem sabia mais porque chorava, a dor tornara-se maior do que a lembrança. recordava apenas que era dezembro, dia 14 ou 15 talvez, e que havia escrito uma carta para ele que jamais entregou. Já havia dito tudo o que precisava, apesar de recordar vagamente o conteúdo de suas palavras, que ele ouviu fingindo espante e credulidade.
Acha até que ele ele ensaiou um pedido de desculpas que ela jamais pensou ser verdadeiro, mas que já não tinha tanta importância assim porque depois que chorava, esquecia rapidamente o motivo da lágrima.
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# Presa, fechada a vácuo. No momento em que romperem o lacre, tanto posso cair e afundar, quanto abrir os braços e voar!
09 de dezembro de 2009
# Rosas - Quanto romantismo existe em receber rosas0/Beijar, acariciar as pétalas, como se fosse a pessoa amada…De minha parte acho muito mais romântico tê-las na roseira, dada a sobrevida que adquirem por serem parte de um jardim. Da Janela deste ônibus não vejo roseiras. Deixaram de cultivar o amor nos jardins!
09 de dezembro de 2009
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Uma vida inteira para construir um castelo efêmero de sonhos. E gora o encontro semi-destruído pelas devastadoras arestas do tempo. cada desejo e cada vontade haviam sido esculpidos minunciosamente para o encaixe perfeito e agora surgem frestas e fendas enormes por onde nascem todo os tipos de musgos.
Seria uma bela relíquia da arquitetura medieval não fosse esse amontoado de pedras que agora vejo, no lugar do castelo de sonhos sólidos que um dia eu criei. O que antes era flores agora não são mais do que pétalas mortas que jazem em um cemitério sem vida.
Tantas vezes antes de agora haviam podado o meu sorriso que agora ele me saía torto e sem graça. E tudo isso porque ainda teimo em querer dos outros mais do que me prometem ou podem me dar. Também por dar mais de mim do que deveria ou merecem. Por achar que tudo pode ser perfeito, como um castelo de pedras lapidadas em mármore, que eu mesma ajudei a estraçalhar.
27 de outubro de 2008.
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Queridos amigos, bravos leitores,
Escrevo agora, pela primeira vez, do novo Imaginação Fértil. Desde criança, e nunca escondi isso de ninguém, tenho como ambição maior, para realização profissional, ser escritora. E desde os cinco anos invento personagens (lembro que a palavra que defini como profissão quando aprendi a ler e li o primeiro livro, era “autora”, para o que desejava ser quando crescesse); desde a adolescência escrevo poemas – quem sabe um dia os publico aqui, com um tanto de vergonha, vale lembrar- , escolhi o curso de Letras porque acreditava que o mesmo colaboraria com a minha formação.
Mas bem sabemos que a vida não é assim tão certinha quanto sempre sonhamos. É bem verdade que se não publiquei nada além do que se pode encontrar no mundo virtual (e em uma revista e vários exemplares de um jornal do interior), foi por pouco esforço meu, mas importa que ainda não desisti e aqui estamos, com site reformulado, com único objetivo de escrever (por isso não teremos mais fotos), ao mesmo tempo que estou trabalhando em um livro e em alguns contos.
Com isso, o Imaginação Fértil volta à ativa, com gás e incentivo, com a seguinte proposta: compartilhar meus escritos, falar sobre literatura, expor opiniões. Sintam-se à vontade para dar opinião, a sinceridade de quem me lê importa muito.
Não posso deixar de mencionar o grande apoio que tenho recebido para este projeto, desde o princípio, de meu amado Rodrigo Barni, que também é responsável por este site! Obrigada!
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